Choquequirao: ingresso, trilha e como ir de Cusco
Choquequirao é o sítio inca que muita gente chama de “irmã de Machu Picchu”. A diferença é que nenhuma estrada, trem ou ônibus chega até lá: o acesso é a pé, por um cânion profundo.
Essa é a primeira coisa a entender antes de colocar o lugar no roteiro. Não existe bate-volta de Cusco. A rota mais usada sai do povoado de Cachora, no departamento de Apurímac, e exige vários dias de caminhada.
A resposta curta: em outubro de 2026 o parque está aberto pela rota Capuliyoc–Cachora, o ingresso geral custa S/ 60 (cerca de R$ 93) e o horário de visita é das 7h às 16h, segundo o Ministério da Cultura do Peru.
O ano, porém, teve fechamento. O acesso ficou suspenso a partir de 1º de fevereiro por risco no caminho e só voltou em abril, com um trecho alternativo ainda sem condições de uso.
Neste guia você vai ver o que as fontes oficiais dizem sobre a história do sítio, as rotas de acesso, as tarifas, as regras dentro do parque, a melhor época e a situação real do teleférico prometido.
Também mostramos onde as fontes oficiais divergem, um passo a passo, os erros mais comuns, um exemplo ilustrativo de 4 dias e 10 perguntas frequentes.
Se é a sua primeira vez na região, vale ler antes o nosso guia de como ir de Cusco para Machu Picchu. Ele ajuda a decidir se Choquequirao entra no lugar ou além da visita clássica.
Resumo rápido
- O que é: parque arqueológico inca na Cordilheira de Vilcabamba, na divisa entre Cusco e Apurímac, conhecido como “berço de ouro”.
- Ingresso: S/ 60 tarifa geral, S/ 30 estudante universitário, S/ 25 menores de 3 a 17 anos (verificado em outubro/2026).
- Horário: das 7h às 16h; é proibido acampar dentro do sítio arqueológico.
- Acesso principal: Cusco → desvio de Saywite → Cachora → mirante de Capuliyoc, e daí a pé pelo cânion do rio Apurímac.
- Duração: as fontes oficiais variam de 2 a 3 dias só de ida até “quatro dias ida e volta”; planeje pelo menos 4 dias saindo de Cusco.
- 2026: fechado a partir de 1º/02; rota Capuliyoc–Cachora reaberta a partir de 15/04; trecho de Río Blanco ainda intransitável na última atualização oficial.
- Teleférico: projeto existe e recebeu verba em outubro/2026, mas não há obra pronta nem data oficial de operação.
O que é Choquequirao
Choquequirao é um parque arqueológico inca administrado pela Direção Desconcentrada de Cultura de Cusco (DDC Cusco), braço regional do Ministério da Cultura do Peru (página oficial do parque).
O nome vem do quéchua e é traduzido como “berço de ouro” tanto na ficha do inventário turístico do Mincetur (ficha 2579) quanto no portal oficial de turismo Peru.travel.
Onde fica, exatamente
O sítio está nas encostas ocidentais da Cordilheira de Vilcabamba, sobre o cânion do rio Apurímac. A DDC Cusco diz que o parque abrange distritos de Cusco (La Convención, Anta e Urubamba) e de Apurímac (Curahuasi, Huanipaca e San Pedro de Cachora).
Aqui aparece a primeira divergência. A ficha do Mincetur registra o sítio no distrito de Vilcabamba, enquanto a versão em espanhol do Peru.travel e a apresentação técnica do projeto de melhoria (ANIN/Mincetur) citam o distrito de Santa Teresa.
Para quem viaja, isso muda pouco. O que importa é que a porta de entrada mais usada fica do lado de Apurímac, em Cachora, e não no Vale Sagrado.
Tamanho e proteção legal
Segundo a DDC Cusco, o Parque Arqueológico de Vilcabamba (Choquequirao) tem 522.878,30 hectares e perímetro de 367,09 km. Ele foi declarado pela Resolução Suprema nº 050-2003 e delimitado pela Resolução Diretoral Nacional nº 949-2002.
A ficha do Mincetur cita a declaração de outra forma (“R.S. Nº050-R.N.Nº512-2001”). Mostramos as duas porque são as que aparecem nos documentos oficiais.
Além do patrimônio cultural, existe proteção ambiental. A Área de Conservação Regional Choquequirao foi criada em 23/12/2010 pelo D.S. nº 022-2010-MINAM, com 103.814,39 hectares, entre 1.800 e 6.000 metros de altitude (ficha 11230 do Mincetur).
Quem construiu e quando
A ficha do Mincetur diz que alguns arqueólogos atribuem a construção ao inca Pachacútec, no século XV, em paralelo a Machu Picchu. Outros defendem uma obra posterior, sob Túpac Yupanqui ou Huayna Cápac.
O Peru.travel em inglês também associa o sítio ao reinado de Pachacútec e ao século XV. Já o texto em espanhol do mesmo portal fala em construção “desde 1536, aproximadamente”.
São versões diferentes da mesma fonte oficial de turismo. A leitura mais segura é que a datação exata ainda é debatida, e que o sítio está ligado à região de Vilcabamba, último reduto da resistência inca após a chegada dos espanhóis.
O que há para ver lá dentro
A ficha do Mincetur descreve o conjunto como um assentamento disperso, organizado em nove zonas ao redor de uma grande praça. Entre os setores identificados estão:
- a praça superior (Hanan) e a praça inferior (Hurin);
- os depósitos (Qolqa);
- a praça principal (Huaqaypata);
- os terraços de cultivo junto à praça principal (Chaqra Anden);
- a plataforma cerimonial (Ushno);
- a moradia dos sacerdotes, na parte baixa da colina.
O destaque mais fotografado são as “Lhamas do Sol”: segundo a ficha, 22 figuras de lhamas feitas com pedras claras incrustadas em 15 terraços, voltadas para o nevado Qory Wayrachina.
O Peru.travel em espanhol afirma que só cerca de 30% do que foi Choquequirao está restaurado. Isso explica a sensação de sítio “em aberto”, com mata cobrindo parte das estruturas.
Altitude: dois números oficiais
A mesma ficha do Mincetur traz dois valores. No cabeçalho, 3.500 metros. Na seção de observações, 3.033 metros acima do nível do mar.
O mirante de Capuliyoc, de onde começa a trilha, aparece com 2.918 metros na ficha 8066. Entre um ponto e outro há a descida até o rio Apurímac e a subida do outro lado, que é o que torna a rota exigente.
Como funciona a visita a Choquequirao
O desenho da viagem é simples de explicar e difícil de executar. Você chega de carro ou ônibus até a beira do cânion, desce a pé até o rio, sobe do outro lado até o sítio e depois faz o caminho inverso.
A DDC Cusco lista quatro grandes acessos ao parque. Vale conhecer todos, mesmo que só um seja realista para a maioria dos brasileiros.
As quatro rotas de acesso citadas pela DDC Cusco
- Por Cachora (Apurímac): estrada asfaltada Cusco–Abancay até o distrito de Cachora; dali sai um caminho de tropeiros que desce ao cânion do Apurímac e segue até o sítio. É a rota principal.
- Por Vilcabamba/Huancacalle: estrada Cusco–Quillabamba com ramal por Chaullay. De Huancacalle, a trilha segue o caminho pré-hispânico pelo passo de Choquetacarpo; a DDC fala em cerca de 3 dias e 42 km.
- Por Mollepata (Anta): estrada Cusco–Abancay e caminho de tropeiros rumo aos nevados da Cordilheira de Vilcabamba, na região do Salkantay.
- Por Santa Teresa: trem Cusco–Machu Picchu e estrada que passa pela ponte de Carrilluchayoc até o distrito de Santa Teresa.
Na prática, quase todo visitante usa a rota de Cachora. As demais são travessias longas e, em 2026, tiveram trechos sem avaliação técnica ou sem condições de passagem, como mostramos mais abaixo.

Da cidade de Cusco até Cachora
A ficha 2579 do Mincetur divide o trajeto rodoviário em dois trechos: Cusco até o desvio de Saywite, cerca de 160 km e 4 horas em ônibus turístico; e do desvio até Cachora, 15 km e 30 minutos.
O Peru.travel resume de outro jeito: “3 horas aproximadamente” até o distrito de Cachora. A diferença provavelmente reflete o ponto de partida e o tipo de veículo, mas não há explicação oficial.
Quem passa por Abancay, a capital de Apurímac, encontra outra referência. A ficha 8066 indica combis da cidade até a praça de Cachora, 53 km em cerca de 1h30.
De Cachora ao mirante de Capuliyoc
Segundo a ficha 8066, o mirante de Capuliyoc fica a 12 km da praça de Cachora: cerca de 30 minutos de táxi por estrada de terra, ou 2 horas a pé.
O mirante tem estacionamento, banheiros e um parador para descanso. É dali que se tem a primeira vista do parque arqueológico e do cânion, e a ficha registra passagem ocasional de condores.
A mesma ficha diz que Capuliyoc é o ponto de divisão da trilha rumo a Choquequirao. Ou seja: a caminhada “de verdade” começa ali.
A trilha propriamente dita
O Peru.travel fala em 30 km de caminhada a partir de Cachora. A agência estatal Andina cita o caminho Capuliyoc–Marampata como a entrada para o setor inca.
Sobre o tempo, as fontes divergem bastante:
- Peru.travel em espanhol: excursões de 2 a 3 dias;
- Peru.travel em inglês: 2 dias de caminhada e acampamento até o sítio;
- ProInversión: “trekking de quatro dias (ida e volta)”;
- Andina, citando o governo regional: caminho de tropeiros que “conduz por três dias”;
- ficha 2579 do Mincetur: 2 dias de ida e 2 de volta (a mesma linha traz “180 km”, número que não bate com nenhuma outra fonte e parece erro de digitação).
O denominador comum é claro: conte com 4 dias de caminhada ida e volta, mais o deslocamento rodoviário de Cusco. Quem for mais lento ou quiser passar um dia inteiro no sítio precisa de 5.
Hospedagem, comida e apoio
O Peru.travel em inglês diz que há hospedagens básicas em alguns pontos do caminho, para quem quer mais conforto que a barraca. A ficha 2579 lista em Cachora hospedagens, restaurantes, aluguel de equipamento e de cavalos.
Dentro do sítio é proibido acampar, segundo a DDC Cusco. O pernoite acontece nos povoados e áreas do caminho, fora da zona monumental.
Os tropeiros (arrieros) de Cachora têm associação própria, citada pelo Ministério da Cultura entre os participantes das reuniões sobre a segurança da rota. Não encontramos tabela oficial de preços para mulas ou tropeiros.
Ingresso de Choquequirao, horários e regras oficiais
A tarifa de Choquequirao está no Tarifário Único de Serviços Não Exclusivos do Ministério da Cultura, aprovado pela Resolução Ministerial nº 000451-2024-MC (anexo oficial em PDF).
Procuramos alterações publicadas em 2026. A modificação do anexo divulgada neste ano mexeu nas rotas de Machu Picchu, não no item de Choquequirao. A ficha do Mincetur também registra “Entrada General S/60.00”.
No documento, o nome oficial do bilhete é “boleto de ingreso”. No restante deste guia usamos simplesmente “ingresso”.
Conversões em reais usam o câmbio de venda do BCRP de 26/10/2026 (S/ 3,446 por dólar, série oficial) e a PTAX do Banco Central do Brasil de 27/10/2026 (R$ 5,3346, histórico de cotações). Isso dá cerca de R$ 1,55 por sol.
| Item | Valor ou regra oficial | Fonte |
|---|---|---|
| Ingresso tarifa geral | S/ 60 (≈ R$ 93), verificado em outubro/2026 | RM 000451-2024-MC |
| Estudante de ensino superior | S/ 30 (≈ R$ 46), com carteira válida | RM 000451-2024-MC |
| Menores de 3 a 17 anos | S/ 25 (≈ R$ 39); menores de 3 anos não pagam | RM 000451-2024-MC |
| Tarifa especial | 50% da geral para 60+ anos, serviço militar voluntário, professores e pessoas com deficiência, com comprovação | RM 000451-2024-MC |
| Pessoal de apoio (cozinheiro e ajudante) | S/ 50 (≈ R$ 78) | RM 000451-2024-MC |
| Validade do ingresso | Vale para o dia escolhido na compra | Notas do anexo |
| Onde comprar | No site oficial de venda do Ministério da Cultura e no local de visita | Site de venda do Ministério da Cultura |
| Documento para entrar | Passaporte, documento de identidade ou carteira de estrangeiro, além da comprovação do desconto | Notas do anexo |
| Horário de visita | Das 7h às 16h | DDC Cusco |
| Acessibilidade | O sítio não tem acesso para pessoas com deficiência, pela distância e pelo terreno | DDC Cusco |
| Mirante de Capuliyoc | Entrada livre; ficha indica visita das 8h às 17h | Ficha 8066 |
| Melhor época | Ficha do sítio: abril a novembro | Ficha 2579 |
O que é proibido dentro do parque
A DDC Cusco publica estas regras para a zona monumental:
- respeitar o horário de visita;
- entrar com alimentos;
- subir nos muros arqueológicos ou pintá-los;
- entrar com animais;
- voar drone sem autorização da DDC Cusco;
- entrar com bebidas alcoólicas ou entorpecentes;
- acampar dentro do sítio.
A proibição de alimentos costuma surpreender quem faz trilha. Ela vale para a zona arqueológica; a comida fica nos acampamentos e hospedagens fora dela.
Pontos de atenção nas notas da tarifa
- Carteira de estudante: para estrangeiros, o anexo exige carteira original e vigente da instituição, com foto, dados pessoais e data de validade. Vale só para graduação.
- Domingo gratuito: a gratuidade no primeiro domingo do mês é para peruanos e não se aplica a estrangeiros não residentes.
- Guias: guias de turismo credenciados têm entrada gratuita, segundo a Lei nº 28529, citada no anexo.
- Data do ingresso: como o bilhete vale para o dia escolhido, calcule bem em que dia você realmente chega ao sítio, e não o dia em que sai de Cusco.
Documentos e saúde: o que diz o Itamaraty
O Itamaraty informa que brasileiros não precisam de visto como turistas e podem entrar no Peru com passaporte válido por pelo menos 6 meses ou com RG emitido pelas secretarias de segurança, em bom estado (Embaixada em Lima).
A mesma página diz que a vacina contra febre amarela não é exigida, mas é “altamente recomendada” para quem vai a várias regiões, incluindo Cusco. Converse com um serviço de saúde antes de decidir.
Para as regras gerais de documento na região, veja também o nosso guia sobre viajar pela América do Sul sem passaporte.
Vantagens e limitações de visitar Choquequirao
Vantagens
- Pouca gente: a ProInversión estima cerca de 8 mil turistas por ano. É uma fração do movimento de Machu Picchu.
- Ingresso mais barato: S/ 60 contra valores bem mais altos nos circuitos de Machu Picchu, como mostramos no guia de ingresso para Machu Picchu.
- Paisagem: o cânion do Apurímac e as montanhas de Vilcabamba fazem parte da experiência, não só o sítio.
- Sem reserva de horário rígida: diferentemente de Machu Picchu, não há circuitos com faixas de entrada; o ingresso vale para o dia.
- Sítio pouco restaurado: para quem gosta de arqueologia, ver estruturas ainda cobertas pela mata é parte do interesse.
Limitações
- Esforço físico alto: são vários dias de descida e subida forte; não existe alternativa motorizada.
- Tempo: pelo menos 4 dias saindo de Cusco, o que pesa em roteiros curtos.
- Fechamentos: em 2026 o parque ficou fechado de fevereiro a abril por risco no caminho.
- Sem acessibilidade: a própria DDC Cusco diz que não há acesso para pessoas com deficiência.
- Informação dispersa: preços de tropeiros, mulas, acampamentos e transporte local não têm tabela oficial.
- Altitude e calor no mesmo dia: o trajeto vai de quase 3 mil metros ao fundo do cânion e volta, com muita variação de clima.
Passo a passo para ir a Choquequirao
1. Confirme se o parque está aberto
Antes de comprar qualquer coisa, procure a nota mais recente do Ministério da Cultura ou da DDC Cusco. Em 2026, a suspensão foi anunciada em janeiro com 15 dias de antecedência (nota de 16/01/2026).
A reabertura também saiu em nota oficial (nota de 27/03/2026). Esses comunicados são a referência, mais do que avisos em redes sociais.
2. Escolha a época
A ficha do sítio indica abril a novembro como época propícia. A ficha de Capuliyoc separa chuvas de dezembro a março e seca de maio a novembro.
Já a ficha da Área de Conservação Regional fala em chuvas de setembro a março e seca de abril a agosto. Por segurança, o período de maio a agosto aparece como seco em todas as três.
O fechamento de 2026 aconteceu justamente na temporada de chuvas, por deslizamentos no caminho, segundo a Andina.
3. Decida entre agência e viagem independente
Nas páginas oficiais consultadas para este guia não encontramos exigência de guia para Choquequirao, nem regra de circuito como a de Machu Picchu. Mesmo assim, a logística é pesada: transporte até Cachora, comida, barraca, água e eventualmente mula.
Agências e tropeiros vendem esse pacote. Como não existe tabela pública de preços, peça orçamento por escrito, com o que está incluído (ingresso, transporte, refeições, mula, cozinheiro).
Se a agência levar cozinheiro ou ajudante, lembre que o tarifário cobra S/ 50 por pessoa de apoio.
4. Compre o ingresso para o dia certo
O anexo do tarifário diz que a venda é feita no site oficial de venda do Ministério da Cultura e no local, e que o ingresso vale para o dia escolhido.
Se você sai de Cusco no dia 1 e caminha dois dias, o dia de visita será o 3. Leve o passaporte ou RG usado na compra.
5. Planeje o transporte até Cachora
Pelas fichas do Mincetur, o trecho Cusco–desvio de Saywite leva cerca de 4 horas e o desvio–Cachora, mais 30 minutos. Por Abancay, há combis até a praça de Cachora em 1h30.
De Cachora a Capuliyoc são 12 km: 30 minutos de táxi ou 2 horas a pé. Começar cedo dá mais horas de luz para a descida ao cânion.

6. Organize mochila, água e dinheiro
O Peru.travel recomenda equipamento de trekking, repelente, óculos escuros, protetor solar, câmera, roupa para clima temperado e dinheiro em espécie.
Dinheiro vivo é essencial: Cachora e os pontos do caminho não são lugar para depender de cartão. Veja estratégias em como levar dinheiro para a América do Sul.
Para a lista de equipamento de acampamento, nosso checklist de o que levar para acampar foi escrito para o Chile, mas a lógica de barraca, saco de dormir e camadas de roupa é a mesma.
7. Reserve um dia inteiro para o sítio
Com horário das 7h às 16h, é possível ver a praça principal, o Ushno, as qolqas e os terraços das lhamas no mesmo dia, mas sem pressa só se você dormir perto.
Lembre que comer dentro da zona monumental é proibido. Planeje refeições antes de entrar e depois de sair.
8. Faça seguro e avise alguém do roteiro
Em trilha remota, um seguro com cobertura de resgate e atividades de aventura faz diferença. Compare apólices com o nosso guia de seguro viagem para a América do Sul.
A Andina informou em abril de 2026 que uma ambulância passaria a ficar na rota como parte da reabertura. Não há informação oficial posterior sobre funcionamento contínuo, então não conte com isso como plano principal.
9. Volte com folga para Cusco
Não marque voo internacional para o mesmo dia em que sai da trilha. A volta termina em subida até Capuliyoc, a 2.918 metros, e o trecho rodoviário até Cusco ainda leva horas.
Um dia de folga em Cusco também serve para encaixar o ingresso turístico de Cusco ou um dia no Vale Sagrado.
Choquequirao em 2026: fechamento, reabertura e teleférico
Linha do tempo oficial
| Data | O que aconteceu | Fonte |
|---|---|---|
| 16/01/2026 | Ministério da Cultura anuncia suspensão do ingresso a partir de 1º/02, por 30 dias iniciais, em todos os acessos, com base em relatórios de risco | Ministério da Cultura |
| 23 a 27/01/2026 | Inspeção multissetorial prevista para avaliar a rota | Ministério da Cultura |
| 01/02/2026 | Início da suspensão | Ministério da Cultura |
| 27/03/2026 | Anúncio da reabertura da rota Capuliyoc–Cachora a partir de 15/04; trecho de Río Blanco “não transitável” | Ministério da Cultura |
| 20/04/2026 | Governo regional diz à Andina que a reabertura ainda dependia da posse de novos gestores na DDC e ocorreria “terça ou quarta”; cita ambulância na rota | Andina |
| 23/09/2026 | ANIN apresenta a empresas o componente público do projeto (trilhas, pesquisa arqueológica, conservação) | ANIN |
| 14/10/2026 | Mincetur cita Choquequirao entre quatro megaprojetos, com investimento referencial de cerca de S/ 1 bilhão | Mincetur |
| Outubro/2026 | RM 394-2026-MINCETUR, divulgada pela Andina em 28/10, transfere até S/ 9,5 milhões à ANIN para o componente fora da concessão | Andina |
Repare na divergência de abril. O Ministério da Cultura anunciou a reabertura para 15/04, mas a Andina, em 20/04, publicou que a reabertura ainda estava pendente.
Não encontramos nota oficial com a data exata em que o primeiro visitante voltou a entrar. Para outubro de 2026, o que importa é que a rota de Cachora está oficialmente reaberta.
A rota por Santa Teresa e o trecho de Río Blanco
Na nota de 27/03/2026, o chefe do parque informou que o trecho de Río Blanco não estava transitável. Em 20/04, a Andina registrou que a rota por Santa Teresa ainda não tinha avaliação técnica.
Não localizamos comunicado oficial posterior liberando esses trechos. Por isso, este guia trata a travessia de Choquequirao até a região de Machu Picchu como incerta em 2026.
O teleférico de Choquequirao
O projeto oficial se chama “Melhoramento dos Serviços Turísticos Públicos do Parque Arqueológico Choquequirao”. A parte do teleférico é uma parceria público-privada (APP) conduzida pela ProInversión.
Na apresentação de abril de 2025, o Mincetur falou em investimento de US$ 261 milhões e cabo de mais de 10,6 km.
A promessa era reduzir a viagem “de 2 dias para apenas 20 minutos”. A meta era receber mais de 1 milhão de visitantes por ano.
A ProInversión convocou o concurso em março de 2025 e previu estações em Yanama (Cusco) e Huanipaca (Apurímac). A meta, na época, era adjudicar no último trimestre de 2025.
Isso não aconteceu no prazo. Até 28/10/2026, não encontramos anúncio oficial de vencedor do concurso nem de início de obra do teleférico.
O dinheiro liberado em outubro de 2026 vai para outra parte do projeto. Segundo a Andina, a RM 394-2026-MINCETUR financia o “componente não APP”, executado pela ANIN.
A apresentação técnica da ANIN detalha esse componente: 3 centros do tropeiro, 3 paradores de acampamento, 4 postos de controle, 10 observatórios, 23 estações de descanso e serviços higiênicos, com execução estimada em 16 meses.
Para o viajante de 2026 e 2027, a conclusão é direta: Choquequirao continua sendo um destino de trilha. Qualquer roteiro que prometa chegar de teleférico agora não tem base oficial.
Quantas pessoas visitam
Os números oficiais variam conforme a fonte:
- ficha 2579 do Mincetur, com dados da DDC Cusco para 2023: 2.465 turistas peruanos e 2.278 estrangeiros (4.743 no total);
- ProInversión (2025): “aproximadamente 8 mil turistas por ano”, a maioria entre 20 e 35 anos;
- apresentação da ANIN: “8 mil pessoas” em 2023;
- governo regional citado pela Andina (2026): “até 9 mil visitantes” por ano.
Em qualquer cenário, é um lugar com poucos visitantes por dia quando comparado aos grandes sítios do país.
Erros comuns ao planejar Choquequirao
- Tratar como bate-volta. Não existe acesso motorizado ao sítio; todas as fontes oficiais falam em dias de caminhada.
- Confiar em uma única estimativa de tempo. As fontes vão de “2 dias” a “4 dias ida e volta”. Planeje pelo cenário mais longo.
- Comprar o ingresso para o dia de saída de Cusco. O bilhete vale para o dia escolhido; escolha o dia em que você estará no sítio.
- Ir na temporada de chuvas sem checar notas oficiais. Em 2026 o parque fechou em fevereiro justamente por risco no caminho.
- Planejar a travessia até Machu Picchu sem confirmação. Em 2026, o trecho de Río Blanco foi dado como intransitável e a rota por Santa Teresa estava sem avaliação.
- Levar lanche para comer entre as ruínas. A DDC Cusco proíbe entrar com alimentos na zona monumental.
- Levar drone sem autorização. O voo depende de permissão da DDC Cusco.
- Depender de cartão. Leve soles em espécie para transporte, comida e serviços em Cachora.
- Acreditar em promessa de teleférico. O projeto segue em licitação; não há operação.
- Esquecer o documento do desconto. Estudante, professor ou 60+ só pagam menos com comprovação na hora.
Comparativo: Choquequirao ou outras opções no Peru
Choquequirao não substitui Machu Picchu para a maioria das pessoas. Ele faz sentido para quem tem tempo, gosta de trilha e quer um sítio inca com pouca gente.
A tabela abaixo compara com outros destinos que já cobrimos no blog, usando os dados dos nossos guias e das fontes oficiais citadas aqui.
| Destino | Como se chega | Tempo mínimo | Perfil |
|---|---|---|---|
| Choquequirao | Carro até Cachora + trilha pelo cânion | 4 dias saindo de Cusco | Trilha longa, sítio pouco visitado |
| Machu Picchu | Trem ou rota por Hidroeléctrica + ônibus ou subida a pé | 1 a 2 dias saindo de Cusco | Visita clássica, ingresso por circuito e horário |
| Montanha Colorida | Van de Cusco + caminhada curta | 1 dia | Altitude alta, bate-volta |
| Kuélap | Teleférico a partir de Nuevo Tingo | 1 dia a partir de Chachapoyas | Fortaleza pré-inca, norte do Peru |
| Laguna 69 (Huaraz) | Van de Huaraz + trilha de um dia | 1 dia a partir de Huaraz | Trilha de alta montanha |
| Cânion do Colca | Estrada a partir de Arequipa | 1 a 2 dias | Mirantes de condor, trilhas opcionais |
Se o que atrai você é a ideia de caminhar dias até uma “cidade perdida”, compare também com a Ciudad Perdida, na Colômbia. Lá o trekking é obrigatoriamente guiado, o que muda a logística.
Para quem prefere trilha com paisagem de montanha e estrutura de refúgios, Torres del Paine é outra referência de vários dias na América do Sul.
Saywite: a parada no caminho para Cachora
O desvio para Cachora fica junto ao sítio arqueológico de Saywite, em Curahuasi.
A ficha 571 do Mincetur descreve um conjunto inca de cerca de 60 hectares, com um monólito de 2,50 m de altura e 11 m de circunferência, esculpido com mais de 200 figuras.
O monólito é interpretado como uma maquete do território andino, com animais, terraços, canais e montanhas. Foi declarado Patrimônio Cultural da Nação pela RD nº 247, de 19/02/2009, e aparece numa moeda da série numismática do BCRP de 2012.

Há divergência no preço. O tarifário do Ministério da Cultura lista S/ 10 (geral), S/ 5 (estudante) e S/ 1 (menores). A ficha do Mincetur registra S/ 15 para adultos, S/ 5 para estudantes e S/ 3 ou S/ 5 para crianças.
Na dúvida, leve o valor maior em espécie. A ficha indica visita das 7h às 16h30 e acesso a 48 km da praça de Abancay.
Combinações possíveis no sul do Peru
- Choquequirao + Cusco + Machu Picchu: pela nossa conta, pede pelo menos 7 a 8 dias no total.
- Choquequirao + Vale Sagrado: bom para quem quer aclimatar antes da trilha.
- Choquequirao + Puno e Lago Titicaca: possível, mas Puno fica do outro lado de Cusco e pede mais dias de estrada ou voo.
- Choquequirao + Linhas de Nazca: só faz sentido em viagens longas, com voo entre Lima e Cusco.
Exemplo ilustrativo: Choquequirao em 4 dias saindo de Cusco
O roteiro abaixo é ilustrativo. Ele usa os tempos das fichas oficiais e a estimativa de “quatro dias ida e volta” da ProInversión. Não é recomendação de ritmo para todo mundo.
| Dia | Plano ilustrativo | Base oficial |
|---|---|---|
| 1 | Cusco → desvio de Saywite (~4 h) → Cachora (~30 min) → Capuliyoc (~30 min de táxi); início da descida | Fichas 2579 e 8066 |
| 2 | Continuação da trilha pelo cânion até a área de Marampata | Andina (rota Capuliyoc–Marampata) |
| 3 | Visita ao sítio entre 7h e 16h; pernoite fora da zona monumental | DDC Cusco (horário e proibição de acampar) |
| 4 | Retorno até Capuliyoc e estrada para Cusco | ProInversión (4 dias ida e volta) |
Custos ilustrativos
Só o ingresso tem valor oficial. Os demais itens dependem de agência, tropeiro ou hospedagem e não têm tabela pública. Por isso, mostramos a conta com valores hipotéticos, apenas ilustrativos, para você substituir pelo orçamento real.
| Item | Valor | Tipo de dado |
|---|---|---|
| Ingresso tarifa geral | S/ 60 (≈ R$ 93) | Oficial, verificado em outubro/2026 |
| Ingresso de um cozinheiro de apoio, dividido por 2 viajantes | S/ 25 por pessoa (S/ 50 ÷ 2) | Oficial (tarifa S/ 50), divisão ilustrativa |
| Saywite na ida | S/ 10 ou S/ 15 | Oficial, com divergência entre fontes |
| Transporte, comida, mula e acampamento | Valor “X” do orçamento da agência | Sem tabela oficial; ilustrativo |
| Total oficial por pessoa (sem X) | S/ 95 a S/ 100 (≈ R$ 147 a R$ 155) | Soma ilustrativa |
O cálculo mostra uma coisa útil: em Choquequirao, o ingresso é a menor parte do gasto. O peso está na logística de vários dias.
Para comparar com o custo de um roteiro clássico, veja quanto se gasta em 7 dias no Peru e, se você passar por Lima, quanto custa viajar para Lima.
Leitura editorial: para quem Choquequirao vale a pena
Esta seção é a opinião do blog, baseada na análise das fontes acima. Não é relato de viagem pessoal.
Na nossa leitura, Choquequirao é um destino para um público específico: quem já tem experiência com trilhas de vários dias, tem pelo menos uma semana na região de Cusco e prefere esforço físico a multidão.
Para quem vai ao Peru pela primeira vez, com 5 ou 6 dias, o custo de tempo é alto demais. Nesse caso, Machu Picchu, o Vale Sagrado e um bate-volta como a Montanha Colorida entregam mais por dia de viagem.
O ponto que mais pesa contra, em 2026, é a previsibilidade. Um parque que fechou por mais de dois meses e tem trechos sem avaliação técnica pede margem no roteiro e plano B.
Por outro lado, o fato de o teleférico ainda não existir é exatamente o que mantém Choquequirao como um sítio de poucos milhares de visitantes por ano. Se o projeto sair do papel, essa experiência tende a mudar.
Nossa sugestão editorial: se você tem o perfil e o tempo, vá na seca, com ingresso para o dia certo, orçamento por escrito e um dia de folga na volta.
Perguntas frequentes sobre Choquequirao
Quanto custa o ingresso de Choquequirao em 2026?
O tarifário do Ministério da Cultura do Peru (RM 000451-2024-MC) fixa S/ 60 na tarifa geral, o que dá cerca de R$ 93 pelo câmbio de outubro de 2026.
Estudantes de graduação com carteira válida pagam S/ 30, e menores de 3 a 17 anos pagam S/ 25. Crianças com menos de 3 anos não pagam.
Pessoas com 60 anos ou mais, professores e pessoas com deficiência têm 50% de desconto com comprovação. Cozinheiros e ajudantes que acompanham grupos pagam S/ 50. Valores verificados em outubro/2026.
Choquequirao está aberto agora?
Pelas notas oficiais, sim.
O Ministério da Cultura suspendeu o ingresso a partir de 1º de fevereiro de 2026 por risco no caminho e anunciou a reabertura da rota Capuliyoc–Cachora a partir de 15 de abril.
A Andina, em 20 de abril, ainda falava em reabertura pendente para aquela semana. Não encontramos comunicado de novo fechamento até 28/10/2026.
Como a temporada de chuvas começa no fim do ano, confira as notas da DDC Cusco antes de comprar transporte.
Dá para ir a Choquequirao em um dia saindo de Cusco?
Não. Nenhuma fonte oficial descreve acesso motorizado até o sítio.
A estrada leva só até Cachora e ao mirante de Capuliyoc, de onde a trilha desce ao cânion do rio Apurímac e sobe até as ruínas.
O Peru.travel fala em 2 a 3 dias de excursão, e a ProInversión em quatro dias ida e volta.
Somando o trecho rodoviário a partir de Cusco, o planejamento realista é de pelo menos quatro dias inteiros.
Qual a distância da trilha até Choquequirao?
O Peru.travel informa cerca de 30 km de caminhada a partir de Cachora.
A ficha 8066 do Mincetur diz que Cachora fica a 12 km do mirante de Capuliyoc, onde a trilha se divide rumo ao sítio.
A ficha 2579 traz “180 km” na mesma linha em que fala de 2 dias de ida e 2 de volta, número que não combina com as demais fontes.
Para a rota alternativa por Huancacalle, a DDC Cusco cita 42 km em cerca de três dias.
Precisa de guia para visitar Choquequirao?
Nas páginas oficiais consultadas, não encontramos regra que obrigue guia em Choquequirao, ao contrário de Machu Picchu e da trilha inca.
Ainda assim, a logística é pesada e muitos viajantes contratam agência ou tropeiros de Cachora para carregar equipamento e comida. Guias de turismo credenciados entram sem pagar, segundo o tarifário.
Se o grupo levar cozinheiro ou ajudante, cada um paga S/ 50. Peça sempre orçamento por escrito, já que não há tabela oficial.
Qual a melhor época para fazer a trilha?
A ficha do sítio indica abril a novembro. A ficha do mirante de Capuliyoc separa chuvas de dezembro a março e seca de maio a novembro.
Já a ficha da Área de Conservação Regional fala em chuvas de setembro a março e seca de abril a agosto. O intervalo de maio a agosto aparece como seco nas três.
Em 2026, o parque fechou em fevereiro justamente por deslizamentos ligados à chuva, segundo a Andina.
Qual a altitude de Choquequirao?
A ficha 2579 do Mincetur traz dois números: 3.500 metros no cabeçalho e 3.033 metros acima do nível do mar nas observações.
O mirante de Capuliyoc, ponto de partida da trilha, aparece com 2.918 metros. A Área de Conservação Regional vai de 1.800 a 6.000 metros.
Na prática, o caminho combina altitude e fundo de cânion no mesmo dia. Se você tem condição de saúde que preocupa, converse com um médico antes de planejar.
Já existe teleférico para Choquequirao?
Não. O projeto foi apresentado pelo Mincetur em 2025, com investimento de US$ 261 milhões, mais de 10,6 km de cabo e promessa de reduzir a viagem de 2 dias para 20 minutos.
A ProInversión convocou o concurso em março de 2025, com meta de adjudicação no fim daquele ano. Até 28/10/2026 não encontramos anúncio oficial de vencedor nem de início de obra.
A verba de S/ 9,5 milhões liberada em outubro de 2026 vai para a parte pública do projeto, não para o cabo.
Dá para fazer a trilha de Choquequirao até Machu Picchu?
A DDC Cusco lista um acesso pelo distrito de Santa Teresa, que liga a região ao eixo de Machu Picchu.
Em 2026, porém, o Ministério da Cultura informou que o trecho de Río Blanco não estava transitável, e a Andina registrou que a rota por Santa Teresa ainda aguardava avaliação técnica.
Não localizamos comunicado oficial posterior liberando esses caminhos. Antes de contratar uma travessia longa, peça à agência a autorização vigente e confira a nota oficial mais recente.
Brasileiro precisa de passaporte para ir a Choquequirao?
Para entrar no Peru, o Itamaraty informa que brasileiros podem usar passaporte válido por pelo menos seis meses ou RG emitido pelas secretarias de segurança, em bom estado. Não é preciso visto de turista.
No parque, o tarifário exige documento de identidade, passaporte ou carteira de estrangeiro vigente na entrada. Leve o mesmo documento usado na compra do ingresso.
A vacina de febre amarela não é exigida, mas o Itamaraty a recomenda para quem vai a regiões como Cusco.
Conclusão e próximos passos
Choquequirao é um dos sítios incas mais impressionantes do Peru e também um dos mais difíceis de alcançar. Em 2026 ele está aberto pela rota de Cachora, com ingresso de S/ 60 e visita das 7h às 16h.
O que define a viagem é o tempo: pelo menos 4 dias a partir de Cusco, na época seca, com logística de acampamento e dinheiro em espécie. O teleférico ainda é projeto.
Próximos passos para montar o roteiro:
- Defina se a viagem terá também Machu Picchu e veja como comprar o ingresso de Machu Picchu com antecedência.
- Monte a base em Cusco com o ingresso turístico de Cusco e um dia de aclimatação no Vale Sagrado.
- Calcule o orçamento total com quanto se gasta em 7 dias no Peru e como economizar na América do Sul.
- Decida entre voo e ônibus até Cusco com o nosso comparativo avião ou ônibus na América do Sul.
- Se for sua primeira viagem ao exterior, leia primeira viagem internacional pela América do Sul e como planejar uma viagem pela América do Sul.
- Quer outras ruínas no norte do país? Veja Chan Chan, em Trujillo e Chiclayo e Sipán.
Fontes oficiais
- DDC Cusco – Parque Arqueológico de Choquequirao (acessos, horário, normas)
- Ministério da Cultura – RM 000451-2024-MC, Anexo 1 do TUSNE (tarifas)
- Ministério da Cultura – Site oficial de venda de ingressos
- Ministério da Cultura – Suspensão do ingresso a partir de 1º/02/2026
- Ministério da Cultura – Reabertura da rota Capuliyoc–Cachora a partir de 15/04/2026
- Mincetur – Ficha 2579, Parque Arqueológico de Choquequirao
- Mincetur – Ficha 8066, Mirante de Capuliyoc
- Mincetur – Ficha 11230, Área de Conservação Regional Choquequirao
- Mincetur – Ficha 571, Sítio Arqueológico de Saywite
- PromPerú – Peru.travel, Choquequirao (espanhol)
- PromPerú – Peru.travel, Choquequirao (inglês)
- Mincetur – Apresentação do teleférico de Choquequirao (24/04/2025)
- ProInversión – Convocação do concurso do teleférico (28/03/2025)
- ANIN – Sessão informativa do componente não APP (23/09/2026)
- ANIN/Mincetur – Apresentação técnica do projeto CUI 2538795 (PDF)
- Mincetur – Megaprojetos turísticos (14/10/2026)
- Agência estatal Andina – Reabertura de Choquequirao (20/04/2026)
- Agência estatal Andina – RM 394-2026-MINCETUR (28/10/2026)
- Itamaraty – Requisitos para entrada no Peru
- BCRP – Taxa de câmbio sol/dólar
- Banco Central do Brasil – Histórico de cotações (PTAX)
Sem tabela oficial: preços de agências, tropeiros, mulas, acampamentos, hospedagens no caminho e transporte local entre Cusco, Abancay e Cachora. Quando aparecem no texto, estão marcados como hipotéticos.
