Pequena ilha com casas de telhado de palha e árvores, cercada por mar azul-turquesa nas Ilhas do Rosário, perto de Cartagena, Colômbia

Ilhas do Rosário: como ir de Cartagena, taxas, passeios e Playa Blanca

As Ilhas do Rosário são o passeio de barco mais procurado a partir de Cartagena. O arquipélago fica no Caribe colombiano, ao sul da cidade, e faz parte do Parque Nacional Natural Corales del Rosario y de San Bernardo, criado em 1977 e com cerca de 120 mil hectares, segundo os Parques Nacionales Naturales de Colombia. É ali que está a plataforma de corais mais extensa do Caribe continental do país, com algo em torno de 420 km².

Quase todo mundo visita as ilhas num passeio de um dia, saindo de manhã do cais turístico do centro e voltando no fim da tarde. O preço anunciado pelas agências raramente é o final: taxa do cais, entrada do parque e um seguro obrigatório são pagos à parte. Abaixo estão esses custos, os tipos de passeio, a diferença entre as ilhas e a Playa Blanca e o que muda conforme a época.

Ilhas do Rosário, Barú e Playa Blanca: o que é cada lugar

Os nomes se misturam nas ofertas de passeio, então vale separar:

  • Islas del Rosario: um conjunto de pequenas ilhas de coral, muitas delas ocupadas por casas particulares, hotéis e clubes de praia. Algumas das mais citadas nos roteiros são Isla Grande e San Martín de Pajarales, onde fica o Oceanário;
  • Isla Barú: separada do continente pelo Canal del Dique e ligada por ponte, por isso dá para chegar de carro. O parque começa no setor de Punta Gigante, em Barú, a cerca de 23 km ao sul de Cartagena;
  • Playa Blanca: a praia mais famosa de Barú, de areia clara e mar calmo. Recebe tanto quem chega de lancha quanto quem vai por estrada, e costuma ser a parada mais cheia do dia;
  • Cholón: área de águas rasas em Barú onde muitos barcos param para banho;
  • Arquipélago de San Bernardo: outro setor do mesmo parque, mais perto de Tolú do que de Cartagena.

Como ir de Cartagena às Ilhas do Rosário

De lancha, pelo Muelle de La Bodeguita

O ponto de partida dos passeios é o Muelle Turístico La Bodeguita, na Avenida Blas de Lezo, em frente ao Parque de la Marina, ao lado da cidade amuralhada. A corporação de turismo de Cartagena, que administra o cais, orienta no seu guia de recomendações ao turista que as embarcações com fins turísticos e comerciais para a zona insular e o parque saiam dali. A Capitanía de Puerto também autoriza algumas marinas e clubes náuticos para barcos fretados, mas os cais de Manga, Bocagrande e Castillogrande são só para embarcações de recreio, segundo a autoridade marítima, em declaração ao jornal El Universal em julho de 2026.

Alguns horários úteis, conforme as perguntas frequentes publicadas pela Corpoturismo e pelo parque (verificado em outubro/2026):

  • os portões do cais abrem às 7h;
  • as lanchas saem entre 8h e 10h;
  • o retorno depende da Capitanía de Puerto e das condições do mar, e a maioria dos passeios volta a Cartagena entre 15h e 17h;
  • a travessia leva de 1 a 2 horas, conforme o tipo de embarcação e as paradas.

O cais usa bandeiras para indicar o estado do mar: verde libera a navegação, amarela permite sair com precaução ou restrições, e vermelha suspende as saídas. Nos dias de bandeira vermelha, os passeios são cancelados ou adiados.

Por estrada, até a Playa Blanca

Quem quer só praia pode ir a Playa Blanca por terra. O caminho passa pela região de Pasacaballos, cruza a ponte Campo Elías Terán Dix sobre o Canal del Dique e segue pelos povoados de Ararca e Santa Ana até Barú. Há passeios de van, táxi ou carro alugado. Um detalhe importante informado pelo parque: em Playa Blanca não é permitido embarcar em lanchas para outros setores do parque. Ou seja, chegar por estrada e “pegar um barquinho” até as ilhas não é o caminho regular.

Os tipos de passeio mais comuns

As agências e os guichês do próprio cais vendem variações de quatro formatos:

  1. Passeio coletivo em lancha: o formato padrão. A lancha passa entre as ilhas, faz uma parada para snorkel ou para o Oceanário e termina com algumas horas em Playa Blanca, com almoço típico. Em outubro de 2026, agências de Cartagena anunciavam esse tipo de passeio entre COP 130.000 e COP 210.000 por pessoa, sem as taxas obrigatórias;
  2. Passeio por terra com plâncton: sai de ônibus até Barú, continua de lancha por algumas paradas e, à noite, leva os visitantes para ver o plâncton bioluminescente numa lagoa. Agências informam retorno a Cartagena entre 21h e 22h;
  3. Dia em ilha particular ou clube de praia: o visitante vai direto a um hotel ou beach club, com almoço e estrutura de praia. É mais caro: há ofertas que passam de COP 450.000 por pessoa, também sem as taxas;
  4. Lancha privada ou pernoite: para quem quer escolher as paradas ou dormir nas ilhas. Dormir lá é a forma de aproveitar as praias antes e depois do horário em que chegam os grupos do dia.

Antes de pagar, pergunte quantas paradas são, quanto tempo fica em cada uma e se o Oceanário substitui a parada de snorkel, como acontece em vários roteiros.

Taxas obrigatórias: o que se paga além do passeio

Três cobranças se somam ao preço do passeio para quem sai de La Bodeguita. A primeira é a taxa de uso do cais, que a Corpoturismo fixou em COP 18.000 por pessoa a partir de 1º de janeiro de 2026, por meio de circular publicada na página do cais. A segunda é a entrada do parque, que em espanhol se chama derecho de ingreso: é a tarifa oficial cobrada pelos Parques Nacionales para entrar na área protegida, definida na Resolução 551 de 2025, com valor único para colombianos e estrangeiros. A terceira é o seguro obrigatório de acidentes e assistência, exigido pela Resolução 273 de 2024.

Item Valor por pessoa Em reais (aprox.) Quem cobra
Taxa de uso do cais La Bodeguita COP 18.000 R$ 29 Corpoturismo, no cais
Ingresso do parque (setor Rosário) COP 13.500 R$ 21 Parques Nacionales, recolhido no cais ou por link de pagamento
Ingresso do parque (setor San Bernardo) COP 11.000 R$ 17 Parques Nacionales
Seguro obrigatório de acidentes COP 8.800 R$ 14 Seguradoras credenciadas pelo parque
Oceanário (opcional) cerca de COP 40.000 adulto e COP 30.000 criança de 2 a 10 anos R$ 63 e R$ 48 Bilheteria do Oceanário, na ilha

Valores verificados em outubro/2026, com câmbio de cerca de COP 630 por R$ 1. O valor do seguro foi informado pelo El Universal em julho de 2026, e o do Oceanário é a referência publicada pela imprensa local em abril de 2026, já que o site do Oceanário não divulga a tarifa.

Algumas observações práticas:

  • no cais, as agências costumam somar a taxa do cais e a entrada do parque como “taxa portuária” de COP 31.500, e algumas já incluem o seguro, chegando perto de COP 40.000. Pergunte o que está incluído para não pagar duas vezes;
  • leve pesos em espécie: várias agências avisam que a cobrança no cais é feita só em dinheiro;
  • o seguro não é vendido pelo parque. Segundo os Parques Nacionales, as seguradoras credenciadas são a Positiva, em parceria com a Magenta, e a Zurich, com 11 pontos de primeiros socorros entre Playa Blanca, Barú, Isla Grande, Isla Múcura e Isla Tintipán, além de lancha-ambulância. Seguro viagem ou do cartão de crédito não o substitui, e há fiscalização em Playa Blanca e nas ilhas;
  • o comprovante da taxa do cais vale por sete dias corridos.

Quanto custa um dia nas Ilhas do Rosário

Para um passeio coletivo em lancha com almoço, a conta por pessoa fica mais ou menos assim, com os preços de outubro/2026:

  • passeio: COP 130.000 a 210.000 (R$ 205 a R$ 335);
  • taxas obrigatórias: cerca de COP 40.300 (R$ 64);
  • Oceanário, se quiser: cerca de COP 40.000 (R$ 63);
  • extras em Playa Blanca, como cadeira, guarda-sol e bebidas: variam muito, combine o preço antes.

Um dia completo fica, portanto, entre R$ 270 e R$ 460 por pessoa, sem o táxi até o cais; clubes de praia podem dobrar esse valor. Para colocar esse gasto no orçamento da viagem inteira, veja quanto custa viajar para a Colômbia.

Oceanário de San Martín de Pajarales

O Oceanario Islas del Rosario – CEINER fica na ilha San Martín de Pajarales, dentro do parque, e funciona como centro de conservação de fauna marinha. Segundo o próprio Oceanário, são mais de 1.400 animais de 140 espécies do Caribe colombiano. Abre todos os dias das 9h às 13h30, por isso a visita precisa estar prevista no roteiro do passeio, de manhã ou logo depois do almoço.

Ele entra como parada de passeios ou de lanchas fretadas, sem transporte regular próprio. A entrada se paga na bilheteria da ilha.

Melhor época e o problema do mar agitado

A temperatura média fica entre 27 °C e 30 °C o ano todo. Segundo o parque, o período seco vai de dezembro a abril e o chuvoso, de maio a novembro. Chuva em Cartagena não cancela a saída automaticamente: o que manda é o estado do mar, avaliado diariamente pela Capitanía de Puerto.

Também vale olhar o calendário de movimento. A Resolução 551 considera alta temporada no parque de 1º de novembro a 31 de janeiro, de 15 de junho a 15 de agosto e a Semana Santa. Nessas datas e nos feriados prolongados colombianos, o cais e as praias lotam; dias de semana fora desses períodos são mais tranquilos.

Sobre cancelamentos: muitas agências só devolvem o dinheiro ou remarcam quando a autoridade marítima suspende as saídas. Se você simplesmente não aparecer por causa de uma chuva na cidade, o passeio costuma ser considerado perdido. Leia a política antes de pagar.

Como escolher o passeio e evitar dor de cabeça

  • Compre de empresa formalizada: a orientação oficial de Cartagena é contratar prestadores com Registro Nacional de Turismo vigente e conferir a lista de operadores autorizados no cais;
  • pergunte o que está incluído: taxas, seguro, almoço, snorkel, Oceanário e traslado do hotel ao cais;
  • segurança a bordo: o parque recomenda verificar se a lancha tem coletes para todos, se não está acima da capacidade e permanecer sentado durante a navegação. Você pode pedir a identificação de guias e pilotos autorizados;
  • em Playa Blanca: pergunte o preço de qualquer serviço antes de aceitar e recuse “amostras grátis”.

Regras do parque e o que levar

Como as ilhas ficam dentro de um parque nacional, algumas regras são fiscalizadas:

  • é proibido levar plástico descartável para a área protegida;
  • não toque nem pise nos corais, e só faça snorkel ou mergulho em pontos autorizados;
  • é proibido recolher ou comprar conchas, estrelas-do-mar e pedaços de coral;
  • não consuma mero, tartaruga ou caramujo-rainha (caracol pala), espécies ameaçadas;
  • a entrada de bebidas alcoólicas é restrita e o som alto é proibido;
  • leve documento de identidade e um seguro saúde vigente; o parque também recomenda a vacina contra febre amarela.

Na mochila: protetor solar, chapéu, toalha, roupa seca, saco estanque para o celular, garrafa reutilizável e pesos em notas pequenas. Nem todo passeio inclui máscara de snorkel.

Como encaixar no roteiro

Como o passeio ocupa o dia inteiro, ele só cabe com pelo menos dois dias inteiros em Cartagena: um para o centro histórico e outro para as ilhas. No roteiro de 10 dias pela Colômbia, isso significa somar uma noite extra no Caribe. Para o restante da estadia, com bairros, fortalezas e onde se hospedar, consulte o guia de o que fazer em Cartagena.

Deixe as ilhas para o meio da estadia, não para o último dia: se o mar não permitir a saída, ainda dá para remarcar.

Imagem destacada: “Isla Del Rosario, near Cartagena, Colombia 08”, por Ben Bowes, via Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.

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